Exposição “Universidade do Algarve – 40 anos a criar futuro”

09/05/2019

Exposição “Universidade do Algarve – 40 anos a criar futuro”

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“Universidade do Algarve – 40 anos a criar futuro” é o título da exposição que foi inaugurada, no dia 9 de maio, na Assembleia da República, pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e pelo reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, no âmbito das comemorações do 40º aniversário da UAlg.

Ferro Rodrigues começou por recordar a Sessão Plenária de 4 de maio de 1978, em que os Deputados à Assembleia da República, “num ato que posso caracterizar de alguma rebeldia, apreciaram o Projeto de Lei n.º 45/I/1.ª, Ensino Superior no Algarve”.

Mas, o presidente da Assembleia da República lembrou ainda que este percurso não foi fácil, desde a entrada do Projeto de Lei (em 19 de abril de 1977), à votação final global do mesmo (em 16 de janeiro de 1979) dois anos passaram e, em 28 de março, foi publicada a Lei n.º 11/79, que criou a Universidade do Algarve. No seu entender, “uma instituição diferente de todas as outras na sua génese, porquanto resulta de um impulso e de uma decisão unânime do Parlamento, sendo a única Universidade criada por Lei”.  

​​​​​​​Um dos momentos altos da cerimónia foi também a entrega da Medalha de Mérito da Universidade do Algarve à Assembleia da República. Ferro Rodrigues relembrou que esta distinção não foi dirigida ao presidente da Assembleia, mas sim “a todos os deputados, todos sem exceção, envolvidos neste processo”.

Para Paulo Águas “este foi o momento de maior significado das comemorações do 40.º aniversário da Universidade do Algarve”.

​​​​​​​Também o reitor realçou o simbolismo desta cerimónia, “no lugar onde tudo começou, a Casa da Democracia”, recordando o período de instalação da Universidade, que “esteve sujeito a grandes dificuldades, impostas pela escassez de recursos e pelo contexto institucional inerente ao processo de consolidação do regime democrático, em curso à época”.

Sobre a exposição agora patente na Assembleia da República, Paulo Águas explicou: “pretendemos mostrar alguns dos factos mais marcantes ao longo destes 40 anos, sendo dado um destaque particular às atuais linhas de investigação e à sua ligação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que definem as prioridades e aspirações do desenvolvimento sustentável global para 2030”.

Numa breve caracterização por décadas, o reitor lembrou a inscrição dos primeiros estudantes, nas licenciaturas em Biologia Marinha e Pescas, em Gestão de Empresas e em Hortofruticultura, em outubro de 1983.

Nos dez anos seguintes, na última década do século XX, realçou a forte expansão da Academia. “A taxa de crescimento anual do número de estudantes foi superior a 20%, atingindo-se quase dez mil estudantes em 1999.” Na sua opinião, foi também “a década da autonomia, com a aprovação, em 1991, dos primeiros Estatutos que, através da integração das Escolas do Instituto Politécnico de Faro, criado igualmente em 1979 e que viria a ser extinto em 1992, introduzem uma nova singularidade e uma marca identitária e distintiva no panorama das Universidades Portuguesas”. Paulo Águas mencionou ainda a particularidade de a UAlg ser “a primeira universidade com os dois subsistemas, o universitário e o politécnico, com expressão paritária desde então”.

​​​​​​​Para o reitor, “ao longo dos últimos 40 anos, a missão das universidades tem vindo a evoluir, com uma crescente ênfase na criação de conhecimento e na sua translação para a sociedade. Na sua opinião, “a criação da Fundação para Ciência e Tecnologia, em 1997, sucedendo à Junta Nacional de Investigação Científica, marca uma alteração profunda na política de ciência em Portugal, sendo, a par da Declaração de Bolonha (19/06/99) que desencadeou a reforma dos graus de ensino, o elemento mais impulsionador de mudança na terceira década de existência da Universidade do Algarve”.

Já a última década tem sido marcada pela internacionalização. Para Paulo Águas, esta internacionalização “não pode ser entendida apenas como captação de estudantes internacionais, onde temos vindo a registar um êxito assinável, pois mais de 20% dos nossos atuais estudantes são de nacionalidade estrangeira”. No seu entender, “deve alicerçar-se na criação de redes de investigação e de alianças estratégicas entre instituições, dimensões em que já temos trabalho realizado e que continuaremos a aprofundar”.

​​​​​​​Para os próximos anos, o reitor deixa o compromisso de a Universidade estar comprometida “com os objetivos nacionais de aumentar a participação dos jovens no ensino superior, de quatro para seis em cada 10 com idade de 20 anos, e de duplicar a captação de financiamento comunitário para investigação”. Igualmente “a investigação terá que estar cada vez mais alinhada com os desafios societais e a resposta a problemas tecnológicos”. Paulo Águas lembrou a assinatura do termo de aceitação de um financiamento no âmbito do PO Algarve, realizada recentemente, que irá permitir transformar um edifício com quase 5 mil metros quadrados, situado no Campus da Penha, num espaço onde irão instalar-se mais de 20 empresas na área das TICE, com capacidade para 350 a 400 colaboradores.

A terminar este momento alto das comemorações, o reitor referiu o apoio de um número significativo de municípios algarvios, frisando que a exposição que se inaugurou é, também, uma exposição do Algarve, e não apenas da Universidade. “Sentimos uma enorme comunhão com a região. Sentimos um enorme apoio das forças vivas regionais, a que não será alheio o facto de sermos a única instituição de ensino superior público na região, caso único entre as 5 regiões plano de Portugal Continental.”

A exposição “Universidade do Algarve -40 anos a criar futuro” estará patente no Átrio Principal do Palácio de São Bento, em Lisboa, até 7 de junho. Horário: dias úteis | 10h00 - 12h00 | 14h00 - 17h00

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