Aphelle - Eventos

PLAN DU CAMPUS UNIVERSITAIRE - PENHA           
TRANSPORT: UNIVERSITÉ - PENHA
LOGEMENT À FARO 

APPEL COLLOQUE SIHFLES 2016                                                                             PROGRAMME                                                                       
CALL FOR PAPERS SIHFLES 2016

Inovações Pedagógicas no ensino das línguas estrangeiras: perspetiva histórica (séculos XVI-XXI)

Universidade do Algarve, 7, 8 e 9 de julho de 2016

 

  • Prazo para apresentação de comunicações: 15 de março de 2016
  • Resposta da Organização: 15 de abril de 2016
  • Programa: 15 de maio de 2016
  • Publicação: os textos das comunicações serão objeto de publicação após avaliação pelo comité de leitura
  • Línguas de comunicação: português, francês e inglês 
  • E-mail: sihfles2016@gmail.com 
     
  • Valor da inscrição: 
    Membros das sociedades científicas parceiras: 50,00€
    Doutorandos: 30,00€
    Outros: 80,00€

    FORMULAIRE D’INSCRIPTION

A Société Internationale pour l’Histoire du Français Langue Etrangère ou Seconde (SIHFLES), em colaboração com as associações congéneres, a APHELLE (Associação Portuguesa para a História do Ensino das Línguas e Literaturas Estrangeiras), a SEHEL (Sociedad Española para la Historia de las Enseñanzas Linguísticas), o CIRSIL (Centro Interuniversitario di Ricerca sulla Storia degli Insegnamenti Linguistici), a Henry Sweet Society for the History of Linguistic Ideas e o PHG (Peeter Heynsgenootschap), com o apoio da HOLLT.net- rede de investigação sobre a história da aprendizagem e ensino das línguas da AILA, e da APEF (Associação Portuguesa de Estudos Franceses) organiza, em parceria com a Universidade do Algarve, um colóquio internacional, nos dias 7 e 8 de julho de 2016, sobre Inovações Pedagógicas no Ensino das Línguas Estrangeiras.

No início do século XX, no seu curso sobre «a história da evolução pedagógica em França», Durkheim apresenta uma sucessão de práticas pedagógicas que se fixaram ao longo do século XIX. Para o historiador, tratava-se de (re)descobrir a diversidade do que se pode designar por inovações pedagógicas e a sua evolução. Na esteira da iniciativa de Durkheim, propomos agora aos historiadores da educação, mais exatamente aos historiadores do ensino das línguas, de se debruçarem sobre as inovações ocorridas entre os séculos XVI e XXI. Estudar essas inovações consiste, antes de mais, em redescobrir as modalidades de aplicação das práticas pedagógicas efetuadas por intervenientes que se desmarcaram de práticas anteriores e que, de forma deliberada, procuraram contribuir para o aperfeiçoamento do ensino. Estudar essas inovações significa igualmente consolidar a profissão e identificar o papel do professor de língua estrangeira através da utilização do conhecimento e das ferramentas da aprendizagem/ensino das línguas. Estudar essas inovações supõe, finalmente, considerar o que hoje denominamos disseminação, isto é, a formação e o acompanhamento dos professores e das práticas pedagógicas inovadoras, assim como a sua divulgação através das redes de reconhecido valor científico (revistas de especialidade, textos oficiais de cariz regulamentar, normas institucionais, entre outros).

Os debates sobre a organização dos sistemas educativos e a sua função social tiveram o seu início muito antes do século XX e estão na origem da circulação de agentes educativos que procuravam além-fronteiras ferramentas pedagógicas e métodos inovadores. No entanto, os contactos com o Outro em matéria de educação não foram, até à data, suficientemente estudados. A história do ensino das línguas continua circunscrita, na grande maioria dos casos, a uma perspetiva exclusivamente nacional. Seria particularmente revelador constatar a sobrevivência dessas práticas inovadoras e verificar em que medida foram seguidas noutros países, constituindo, por um lado, um desvio relativamente ao modelo tradicional nacional e, por outro, um processo de consolidação e de integração nas práticas correntes institucionalizadas. Será esta a ocasião de interrogarmos a forma como, no âmbito de uma instituição, e de uma cultura para outra, se efetua a sua transferência, e como é delineado um plano ao nível da formação, da implementação e importação dos recursos e sua adaptação aos materiais de ensino. Trata-se não somente de seguir as filiações de uma inovação à escala europeia (e mundial), verificando a sua evolução e progressivas adaptações, mas também de estabelecer uma ligação entre certas inovações e as alterações na própria conceção da língua (teorias linguísticas), da pedagogia (papel do professor de línguas) e da aprendizagem (papel do aluno). Em suma, é necessário, através do estudo das inovações pedagógicas, compreender a circulação das ideias e as práticas pedagógicas no estrangeiro, assim como a assimilação de processos subjacentes, tais como:

  • seleção de conteúdos (gramática, léxico, fonética e conteúdos culturais);
  • organização e apresentação de conteúdos (ordem, progressão na aprendizagem, quadros sinópticos e índices analíticos, etc.);
  • ferramentas e práticas na aula: atividades, métodos (segundo o conceito de Christian Puren), técnicas de ensino, exercícios;
  • modos de organização do espaço e dos alunos (agrupamentos e tipologia de alunos);
  • materiais de apoio ao manual e diverso (mapas, discos, quadros, desenhos, etc.);
  • a institucionalização e/ou a organização curricular: adoção das reformas educativas, normas legais, currículo, programas, questionários, etc.
     


Ana Clara Santos (Univ. do Algarve)
Catherine Simonot (Univ. do Algarve)
Conceição Bravo (Univ. do Algarve)
Fátima Outeirinho (Univ. do Porto)
José Domingues de Almeida (Univ. do Porto)
Mercedes Rabadan Zurita (Univ. do Algarve)


Alicia Piquer Desvaux (Univ. de Barcelona, Espanha)
Ana Clara Santos (Univ. do Algarve, Portugal)
Anna Mandich (Univ. de Bolonha, Itália)
Brigitte Lépinette (Univ.de Valência, Espanha)
Carla Pellandra (Univ. de Bolonha, Itália)
Catherine Simonot (Univ. do Algarve, Portugal)
Clara Ferrão Tavares (Instituto Politécnico de Santarém, Portugal)
Conceição Bravo (Univ. do Algarve, Portugal)
Cristina Pietraroia (Univ. de S. Paulo, Brasil)
Daniel Coste (ENS de Lyon, França)
Despina Provata (Univ. de Atenas, Grécia)
Douglas A. Kibbee (Univ. de Illinois, Urbana-Champaign, EUA)
Elisabeth Hammar (Univ. de Linköping)
Encarnación Medina (Univ. de Jaén, Espanha)
Eveline Argaud (INALCO, França)
Fátima Outeirinho (Univ. do Porto, Portugal)
Fernando Carmino Marques (Instituto Politécnico da Guarda, Portugal)
Fidel Corcuera Manso (Univ. de Zaragoza, Espanha)
Friederike klippel (Univ. de Munique, Alemanha)
Geneviève Zarate (INALCO, França)
Gérard Vigner (IPR/IA Lettres, Versalhes, França)
Giovanni Iamartino (Univ. de Milão, Itália)
Henri Besse (ENS de Lyon, França)
Inmaculada Rius Dalmau (Univ. Rovira i Virgili, Espanha)
Javier Suso López (Univ. de Granada, Espanha)
José Domingues de Almeida (Univ. do Porto, Portugal)
Josette Virasolvit (Univ. de Bourgonha, França)
Juan García Bascuñana (Univ. de Rovira i Virgili - Tarragona, Espanha)
Karène Sanchez-Summerer (Univ. de Leyde, Países-Baixos)
Konrad Schröder (Univ. de Berlim, Alemanha)
Luiz Eduardo Oliveira (Univ. Federal de Sergipe, Brasil)
Marcus Reinfried (Univ. de Iéna, Alemanha)
Maria Cristina Carrington (Univ. de Aveiro, Portugal)
Maria del Carmen Arau Ribeiro (Instituto Politécnico da Guarda, Portugal)
Maria do Céu Fonseca (Univ. de Évora, Portugal)
Maria José Salema (Univ. do Minho, Portugal)
Maria Teresa Cortez (Univ. de Aveiro, Portugal)
Marie-Christine Kok Escalle (Univ. de Utrecht, Países Baixos)
Mercedes Rabadan Zurita (Univ. do Algarve, Portugal)
Michel Berré (Univ. de Mons, Bélgica)
Nadia Minerva (Univ. de Catana, Itália)
Nicola McLelland (Univ. de Nottingham, Reino Unido)
Pierre Swiggers (Univ. K.U. Leuven, Bélgica)
Richard Smith (Univ. de Warwick, Reino Unido)
Rogelio León Romeo (Univ. do Porto, Portugal)
Sophie Aubin (Univ. de Valência, Espanha)
Teresa Seruya (Univ. de Lisboa, Portugal)
Vladislav Rjéoutski (Deutsches Historisches Institut Moskau, Rússia)
Willem Frijhoff (Erasmus Universiteit Rotterdam, Países Baixos)